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Corpo de Bombeiros de Adamantina comemora 50 anos; conheça a história

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Foto: Marcio Sichieri

A história do Corpo de Bombeiros em Adamantina é a crônica perfeita de como a comoção
social e a união entre a população e o poder público podem transformar uma tragédia
iminente em um legado de segurança perpetuado por gerações.
A semente que deu origem à corporação local foi plantada há pouco mais de cinco décadas,
em 30 de maio de 1975, quando o município viveu o seu primeiro sinistro de grande vulto
registrado em documentos oficiais: o devastador incêndio na Fábrica de Móveis Rombaldi, no
prédio que até hoje permanece de pé na Avenida Adhemar de Barros.
Eram exatamente 8h40 daquela manhã de sexta-feira quando um curto-circuito no motor de
um exaustor deu início às chamas na área de pintura e acabamento da fábrica.
Alimentado quimicamente pela forte presença de tintas e solventes, o fogo propagou-se em
ritmo alarmante, ameaçando consumir um estoque volumoso de madeiras, colchões e móveis
acabados.
Sem uma unidade de combate a incêndios na cidade — os postos mais próximos ficavam em
Tupã (a 65 km) e Presidente Prudente (a 110 km) —, a tragédia só não tomou proporções
catastróficas devido ao heroísmo popular.
Duas emissoras de rádio locais transmitiram o avanço do incêndio ao vivo, gerando uma
verdadeira mobilização comunitária. Centenas de moradores acorreram ao local munidos de
extintores portáteis, enquanto vizinhos e policiais subiam no telhado para isolar as chamas e
resgatar o estoque para a rua. Com o auxílio do caminhão-pipa da Prefeitura, o fogo foi
debelado em 30 minutos, mas deixou marcas indeléveis na consciência da cidade.
Nas edições seguintes, O Adamantinense dedicou cobertura ostensiva ao caso, incluindo
entrevistas com o então prefeito licenciado, Euclides Romanini, que enfatizou a urgência de
dotar o município de hidrantes e de uma unidade própria do Corpo de Bombeiros.
A pergunta que ecoou pela cidade (“e se acontecer de novo?”) impulsionou uma articulação
institucional sem precedentes.
Em 13 de fevereiro de 1976, o Tenente Valente, Comandante do Corpo de Bombeiros de
Presidente Prudente, apresentou formalmente a Adamantina o modelo de parceria entre o
Estado de São Paulo e o Município. Em seguida, uma comissão mista foi constituída pelo
Decreto Municipal no 1.090/1976, assinado pelo prefeito Fernando Chagas Fraga. Sob a
coordenação do Capitão PM José Carlos de Oliveira Pires e presidência de Nelson de Carvalho,
lideranças civis e públicas uniram forças para viabilizar a estrutura necessária.
O anúncio oficial da criação do Quartel veio em 5 de junho de 1976. Pouco depois, em 27 de
agosto de 1976, o Decreto Municipal no 1.357, assinado pelo prefeito Euclydes Romanini,
formalizou o convênio de 30 anos com o Governo do Estado, selando o compromisso de
prestação de serviços de extinção de incêndios, salvamento, fornecimento de água de
emergência e ações preventivas.
O tão sonhado dia da inauguração ocorreu em 27 de janeiro de 1977, na Avenida da Saudade,
em cerimônia solene com hasteamento de bandeiras e execução do Hino Nacional. A
guarnição inicial, comandada pelo Sargento Celso Rocha e pelo subcomandante Sargento
Evaristo, contava com instalações operacionais, um caminhão-tanque, uma caminhonete e
praças treinados em salvamento, incêndio e mergulho.

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O crescimento da demanda operacional exigiu adequações ao longo do tempo. Em 7 de março
de 1980, na gestão do prefeito Gildomar Pax Pedroso (Lei no 1.544/80), a corporação
transferiu-se para o antigo prédio do Hospital André, na Rua Capitão Ferreira Pinto (local onde
hoje funcionam o Projeto ASA e o CEMA), sob o comando do 2o Tenente PM Amâncio de
Camargo Filho.
Finalmente, em 13 de junho de 1991, foi inaugurada a atual sede, situada estrategicamente na
Rua Josefina Dall Antonia Tiveron, no 300, no Centro. Fruto do empenho e da visão logística do
2o Tenente PM Darci de Souza e do Tenente José Carlos Sabaraense, a obra foi viabilizada com
apoio da Prefeitura, doações de olarias de Panorama e pela própria mão de obra voluntária
dos bombeiros.
Hoje, sob o comando do 1º Tenente PM Tiago Cardoso Poli, a Estação de Bombeiros de
Adamantina não protege apenas o município-sede, mas estende sua retaguarda operacional às
cidades vizinhas de Lucélia, Pracinha, Mariápolis, Flórida Paulista e Pacaembu.
Ao todo, 23 homens e mulheres altamente capacitados mantêm-se de prontidão 24 horas por
dia, 365 dias por ano.

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