João Vitor Ravazi
Médico com Foco em Saúde Mental
Pós-Graduado em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo
CRM-SP 237539
Durante o mês de setembro deste ano, temos recebido constantemente informações sobre tentativas de autoextermínio em nossa região.
Existe um fenômeno psicológico no qual uma tentativa de suicídio pode despertar, em terceiros, o desejo de também realizar o ato, como uma espécie de contágio: o efeito Werther.
Um nome estranho e nada intuitivo, que tem sua origem no livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, uma história na qual o protagonista, Werther, diante de um amor não correspondido, tira a própria vida. A obra narra todo o trajeto do protagonista, desde suas vestimentas até o método utilizado. Após sua publicação, ocorreu uma onda de episódios seguindo um modelo semelhante ao retratado no livro.
A partir disso, a mídia tem evitado, ao máximo, expor tais situações, para que o episódio previamente citado não se repita. Existe uma grande diferença entre divulgar casos específicos e conversar sobre o suicídio em si, que é um dos objetivos do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Falar sobre o tema, ao contrário do efeito Werther, pode proteger em vez de induzir.
É sempre válido mencionar o 188, número do CVV (Centro de Valorização da Vida), uma linha gratuita de telefone e chat, disponível 24 horas, que oferece apoio e orientação para quem está enfrentando qualquer tipo de dificuldade relacionada ao tema.






































