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Adamantina registra aumento de 34,6% na população idosa

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Adamantina registrou um crescimento de 34,6% na população com 60 anos ou mais entre os Censos Demográficos de 2010 e 2022, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de idosos passou de 5.908 para 7.954 pessoas no período, um acréscimo de 2.046 moradores nessa faixa etária.
O avanço da população idosa ocorreu em ritmo muito superior ao crescimento da população total do município. Em 2010, Adamantina tinha 33.797 habitantes. Já no Censo 2022, eram 34.687, aumento de 2,6% em 12 anos.
Com isso, a participação dos idosos na população também aumentou. Em 2010, as 5.908 pessoas com 60 anos ou mais representavam aproximadamente 17,5% dos habitantes. Em 2022, os 7.954 idosos correspondiam a 22,9% da população, ou seja, praticamente um em cada quatro moradores de Adamantina.

Mudança na estrutura da população

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Os números de Adamantina acompanham uma transformação demográfica observada em todo o Estado de São Paulo. 
Dados mais recentes da Fundação Seade mostram que o processo de envelhecimento da população paulista avançou a ponto de, em 2025, haver 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
O índice de envelhecimento paulista chegou a 101,0 em 2025. Em 2000, eram 34,1 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos; em 2010, 53,9; e, em 2020, 82,3.
Segundo a Fundação Seade, a mudança está relacionada, de forma geral, à combinação entre a redução da fecundidade e o aumento da expectativa de vida. 
Em 2022, a população com 60 anos ou mais correspondia a 17,2% dos habitantes do Estado de São Paulo, de acordo com análise baseada no Censo.
Em 2025, o contingente de idosos no Estado chegou a 8,4 milhões de pessoas, equivalente a 18,4% da população paulista.

Impactos para os municípios

O envelhecimento populacional provoca mudanças na demanda por serviços públicos e na organização das cidades, com reflexos em áreas como saúde, assistência social, mobilidade, habitação, lazer e acessibilidade.
Estudo da Fundação Seade destaca que o crescimento da população idosa exige planejamento de espaços urbanos mais acessíveis e seguros, além do fortalecimento de serviços de saúde e cuidados de longa duração e de políticas voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.
Em Adamantina, os dados dos dois últimos Censos mostram que o fenômeno ganhou força: enquanto a população total aumentou menos de 3% entre 2010 e 2022, o número de moradores com 60 anos ou mais cresceu mais de 34%.
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