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Canil da Polícia Militar em Adamantina deverá entrar em funcionamento em 2027 e reforçar segurança regional

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A construção do Canil Setorial da Polícia Militar em Adamantina já começou e representa um importante avanço para a segurança pública do município e de toda a região. A previsão é de que a obra seja concluída e a unidade inaugurada em 2027, dependendo do andamento dos trabalhos e do planejamento necessário para o início das atividades.
Em entrevista concedida ao jornal Diário do Oeste, o capitão PM Eder Bressan, comandante da 2ª Companhia do 25º Batalhão de Polícia Militar do Interior (25º BPM/I), explicou a importância estratégica da implantação da estrutura, que deverá oferecer suporte especializado às equipes policiais de diferentes municípios da região. Confira a entrevista:
D.O. – Qual é a importância da implantação de um Canil da Polícia Militar em Adamantina para a segurança pública do município e da região?
E.B. – A implantação do Canil Setorial representa um importante avanço para a segurança pública de Adamantina e de toda a região. O emprego de cães policiais amplia a capacidade operacional da Polícia Militar, especialmente em ações de prevenção e repressão criminal, localização de entorpecentes e busca de pessoas. Além de fortalecer o policiamento ostensivo, a estrutura permitirá maior disponibilidade desse recurso especializado, contribuindo para uma atuação mais eficiente e integrada das forças de segurança.
D.O. – Em que fase a obra está e quando está prevista a inauguração?
E.B. – A obra de construção do Canil Setorial da Polícia Militar em Adamantina já foi iniciada. Trata-se de uma estrutura voltada ao fortalecimento da capacidade operacional da Polícia Militar na região. A previsão de conclusão e inauguração já é para o ano seguinte, porém dependerá do andamento das etapas da construção e do planejamento necessário para o início efetivo das atividades da unidade.
D.O. – Por que Adamantina foi escolhida para receber essa estrutura e quais fatores foram considerados na escolha do local?
E.B. – A implantação em Adamantina considera a importância estratégica do município para o policiamento regional e a possibilidade de oferecer suporte operacional a outras localidades da área de atuação da Polícia Militar com eficiência e agilidade. A escolha também leva em conta aspectos como acessibilidade, condições de instalação, logística e potencial de emprego da equipe especializada, buscando otimizar o atendimento das demandas de segurança pública.
D.O. – Quais municípios da região deverão ser atendidos pelo futuro Canil? A atuação será regionalizada?
E.B. – O Canil Setorial terá como referência territorial a área de atuação do 25º Batalhão de Polícia Militar do Interior (25º BPM/I), abrangendo os municípios compreendidos entre Osvaldo Cruz e Panorama. A proposta é proporcionar suporte especializado às equipes policiais desses municípios, mediante o emprego de cães em ocorrências e operações que demandem esse recurso.

D.O. – Quantos cães policiais deverão integrar inicialmente o Canil? Há uma previsão de efetivo para a unidade?
E.B. – A composição inicial do Canil, tanto em relação ao número de cães quanto ao efetivo policial, depende da definição do planejamento de implantação e das necessidades operacionais identificadas pelo comando.
D.O. – Quais raças e perfis de cães são utilizados pela Polícia Militar e quais características são consideradas no treinamento desses animais?

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E.B. – A Polícia Militar utiliza cães de diferentes raças e perfis, conforme a finalidade operacional. Entre as raças tradicionalmente em

pregadas estão o Pastor-belga Malinois e o Labrador, sempre considerando as características individuais de cada animal.
Na seleção, são avaliados aspectos como capacidade olfativa, disposição para o trabalho, equilíbrio comportamental, sociabilidade, resistência física, motivação e aptidão para aprendizagem. Mais importante do que a raça isoladamente é a adequação do cão à atividade para a qual será treinado, respeitando-se os critérios técnicos e de bem-estar animal.
D.O. – Em quais tipos de ocorrências os cães deverão ser empregados com maior frequência?


E.B. – Os cães policiais poderão ser empregados em diversas modalidades de atuação, tanto em ações de faro para localização de entorpecentes, armas e outros objetos ilícitos quanto em operações de busca e localização de pessoas.
Além disso, conforme a capacitação dos animais e o planejamento operacional, poderão atuar em ações de controle de multidões, gerenciamento de crises e distúrbios civis, incluindo rebeliões em estabelecimentos prisionais. Os cães também podem participar de atividades de policiamento comunitário, aproximando a Polícia Militar da população e fortalecendo a relação de confiança com a comunidade.

D.O. – Como funciona o treinamento dos cães e dos policiais que trabalham com eles? Quanto tempo leva, em média, para formar uma dupla policial e cão?

E.B – A preparação envolve treinamento específico e contínuo, tanto do animal quanto do policial militar responsável por conduzi-lo.
O processo busca desenvolver a obediência, a comunicação entre os integrantes da dupla, a identificação de odores e a execução segura das tarefas operacionais.
A formação exige capacitação técnica, exercícios progressivos, avaliações de desempenho e manutenção permanente do condicionamento.
O tempo necessário para formar uma dupla varia de acordo com a finalidade do treinamento, a experiência do policial e as características do animal
D.O. – A presença do Canil poderá ampliar o número de operações de combate ao tráfico de drogas na região? De que maneira?
E.B. – O combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado já faz parte do DNA da Polícia Militar. A implantação do Canil Setorial representa uma importante ferramenta para fortalecer essa atuação, ampliando a capacidade operacional das equipes e proporcionando ainda mais eficiência nas ações de prevenção e repressão criminal.
D.O. – Atualmente, quando uma ocorrência na região exige o emprego de cães policiais, de onde vem o apoio? A nova unidade reduzirá o tempo de resposta?
E.B – Atualmente, o apoio é prestado pelas equipes de Canil dos municípios de Sagres e Panorama, localizados nas extremidades da área do 25º BPM/I.
Com a implantação da unidade em Adamantina, as equipes estarão mais centralizadas geograficamente, o que deverá proporcionar maior agilidade no deslocamento e reduzir o tempo de resposta às ocorrências que necessitem do emprego de cães policiais.
D.O. – Há uma estimativa de quanto tempo poderá ser economizado nas ocorrências que necessitam do emprego dos cães após a instalação do Canil em Adamantina?
E.B. _ Em Adamantina, o atendimento de ocorrências que demandem o emprego de cães policiais poderá ocorrer em questão de minutos, proporcionando maior agilidade e eficiência. Além disso, durante o patrulhamento preventivo, as equipes do Canil poderão atuar diretamente na identificação e repressão de ocorrências de tráfico de drogas.
“A Polícia Militar expressa seu agradecimento ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Prefeitura Municipal, à Câmara Municipal, à Polícia Penal e à sociedade adamantinense, pelo apoio e pela contribuição para a concretização deste importante projeto.
A implantação do Canil Setorial demonstra que a integração entre as instituições e o poder público, aliada ao envolvimento da comunidade, é fundamental para fortalecer a segurança pública e proporcionar mais proteção e tranquilidade à população de Adamantina e de toda a região”, finalizam o Major PM Ederson, Coordenador Operacional do 25º Batalhão de Polícia Militar do Interior (25º BPM/I) e o capitão PM Eder Bressan.

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