Os tradicionais telefones públicos, conhecidos popularmente como orelhões, estão com os dias contados no Brasil. Os cerca de 30 mil aparelhos ainda em funcionamento no país deverão ser totalmente desativados até o final de 2028, marcando o encerramento definitivo de um serviço que por décadas fez parte do cotidiano da população.
Em seu auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais espalhados pelo território nacional. A manutenção desses equipamentos era uma exigência prevista nos contratos de concessão da telefonia fixa, assinados em 1998, como forma de garantir o acesso universal à comunicação. No entanto, esses contratos expiraram em dezembro de 2025.
Com a mudança do modelo de concessão para autorizações de serviço, foi definido um processo de retirada gradual dos telefones de uso público, alinhado ao novo plano de universalização da telefonia, que prioriza as tecnologias móveis. Ainda assim, aproximadamente nove mil aparelhos deverão permanecer ativos em localidades onde não há cobertura mínima de sinal 4G, assegurando o acesso básico à comunicação.
Atualmente, a maior concentração de orelhões está no estado de São Paulo, e a relação completa dos aparelhos ativos pode ser consultada no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Em Adamantina, segundo dados atualizados da agência reguladora, 37 telefones de uso público ainda estão registrados, embora a tendência seja de redução progressiva até a desativação total nos próximos anos.




































