O valor da cesta básica voltou a pesar no bolso do consumidor paulista. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), São Paulo registrou, em setembro de 2025, o maior custo do conjunto de alimentos essenciais entre todas as capitais brasileiras, com o total de R$ 842,26.
O levantamento mostra que, entre setembro de 2024 e o mesmo mês deste ano, todas as 17 capitais pesquisadas tiveram aumento no preço da cesta básica, com variações que vão de 3,87% em Belém a 15,06% em Recife.
Em São Paulo, o encarecimento dos produtos reflete diretamente no poder de compra do trabalhador. De acordo com o DIEESE, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.075,83, valor 4,66 vezes maior que o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.518,00.
O estudo aponta ainda que, em média, o trabalhador precisou de 99 horas e 53 minutos para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais analisadas. Com isso, quem recebe um salário mínimo gastou cerca de 49,09% da renda apenas com os itens alimentícios básicos.
Entre os produtos que mais contribuíram para a alta, estão o tomate, cujo preço subiu em todas as capitais, além de café, carne bovina, óleo de soja e pão francês, que também registraram aumentos significativos.




































