No mês de julho, marcado por importantes celebrações da capoeira, o Grupo Estrela da Barra ganha destaque por sua atuação social, cultural e esportiva.
O Dia Mundial da Capoeira, celebrado em 5 de julho, homenageia essa expressão que combina luta, dança e música, criada por pessoas escravizadas como forma de resistência no Brasil — hoje reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Já no dia 15, o Brasil comemora o Dia Nacional da Capoeira, data que relembra seu reconhecimento oficial como patrimônio cultural pelo Iphan.
Inserido nesse contexto, o Grupo Estrela da Barra, com forte atuação em Adamantina, tem sido referência regional, promovendo a capoeira como ferramenta de transformação social.
Projeto social e inclusão através da capoeira
As atividades do grupo são conduzidas pela professora Suelen Rocha, com o objetivo de incentivar crianças e adolescentes à prática esportiva, promovendo inclusão social e desenvolvimento pessoal por meio dos valores da capoeira. O projeto busca oferecer novas perspectivas de vida, estimulando hábitos saudáveis e a construção de cidadania.
As ações acontecem em diferentes bairros de Adamantina — Jardim Adamantina, Jardim Brasil, Jardim Bela Vista e Jardim Paulista — atendendo participantes desde a primeira infância, a partir dos dois anos de idade.
Reconhecimento e intercâmbio cultural
O Grupo Estrela da Barra também tem se destacado em eventos de grande porte, reunindo participantes de diversas cidades e até de outros estados. Além disso, Adamantina frequentemente recebe atletas e capoeiristas convidados em encontros organizados pelo grupo, fortalecendo o intercâmbio cultural e esportivo.
O legado de Mestra Sara
Fundadora do grupo, Mestra Sara Rocha foi uma figura essencial para o desenvolvimento da capoeira na região. Nascida em 1964, iniciou sua trajetória na capoeira em 1988 e rapidamente se tornou referência, sendo pioneira ao se formar em um grupo majoritariamente masculino.
Ao longo de sua vida, conciliou o trabalho na lavoura com a dedicação à capoeira e à criação dos filhos, transformando a arte em instrumento de educação e inclusão social. Seu trabalho foi marcado principalmente pelo atendimento a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, ajudando a afastá-los de contextos de risco e oferecendo novas oportunidades.
Fundadora do Grupo Estrela da Barra no ano 2000, Mestra Sara construiu um legado reconhecido por diversas instituições públicas. Seu falecimento, em abril de 2026, deixou uma lacuna na comunidade, mas também consolidou sua história como símbolo de resistência, dedicação e amor à cultura brasileira.






































